Otites Externas em Cães

Otites Externas em Cães

Inúmeros cães no decorrer de suas vidas irão apresentar algum tipo de doença nos ouvidos, sendo as otites uma grande responsável pela a procura de atendimentos veterinários. Estruturalmente as orelhas dos cães são divididas em três porções, parte externa, media e interna, hoje falaremos um pouco sobre as otites que afetam a parte mais externa.

Atualmente já é sabido que, a grande maioria dos casos de otites externas em cães,são causadas secundariamente a diversos fatores tais como; alergias, inflamações, parasitas, corpos estranhos, reações a medicamentos, obstruções, doenças endócrinas entre outros, e que o sucesso do tratamento e a redução de recidivas, depende da eliminação ou controle do agravante secundário.

Nas otites externas é muito comum observar odor forte vindo das orelhas, balançar de cabeça e coçar dos ouvidos com freqüência,dor e aumento da temperatura local ao toque,presença de vermelhidão e secreção purulenta a amarronzada.

Durante a consulta para o correto diagnóstico é imprescindível uma minuciosa avaliação do pavilhão auricular por meio de palpação, otoscopia e análise do cerúmen. Condutas que possibilitam a diferenciação entre os diversos tipos otites. Já em casos mais complexos, pode ser necessário a realização de exames de imagens como radiografias e tomografias.

Traçado um plano terapêutico é importante excluir todas as possíveis causas perpetuantes para o adequado sucesso. O não correto tratamento pode tornar otites externas agudas em crônicas ou mal controladas e desencadear otites em porções mais profundas do ouvido, levando um agravamento e a extensão da infecção, da inflamação, chegando a comprometer audição, qualidade e estimativa de vida do seu pet.

É importante salientar que problemas na orelha, podem passar desapercebidos pelos tutores, mas vale uma dica; muitas vezes estão ligados à problemas dermatológicos. Esta correlação existe, pois durante a formação do embrião na gestação, o mesmo grupo de células que dão origem a pele são também responsáveis pela formação do ouvido.

E para finalizar é de suma importância orientar que cada terapia é especifica e individualizada para cada caso e animal. E que esta deve sempre objetivar o controle precoce da doença para manutenção de um ambiente otológico saudável.

Rafaella Tortoriello Barbosa Sampaio

Medica Veterinária

Pós graduada em Dermatologia Veterinária pela Universidade Anhembi Morumbi – São Paulo

Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária – SBDV

 


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